DESTAQUE

10/05/2016

Pesquisa aponta que 9 em cada 10 pacientes com câncer têm rotina afetada por dor crônica

A pesquisa também revelou que pacientes com câncer exigem tratamento de alta complexidade e 50% a 70% deles sofrem com dor crônica. Um levantamento online recente, feito pelo Instituto Oncoguia em parceria com a farmacêutica Mundipharma, apontou que a dor crônica afetou a disposição de 89% dos pacientes oncológicos, fazendo com que eles passassem mais tempo em casa. O impacto dos problemas causados pela condição já é discutido por especialistas.

“A dor é um sintoma extremamente comum em quadros de câncer, no entanto, isso não significa que faça parte do tratamento da doença, como mais da metade dos pacientes entrevistados (54,4%) acredita. A maioria não fala sobre dor com seu oncologista e sofre em silêncio desnecessariamente já que é possível investir no manejo da dor para alcançar uma melhora significativa da qualidade de vida. Por isso, é fundamental desconstruir mitos relacionados ao tema e buscar uma equipe multidisciplinar para que o paciente com dor crônica tenha apoio tanto medicamentoso quanto psicossocial”, ressalta a médica Sandra Caires, membro da Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED) e diretora titular do Departamento de Dor e Responsável pelo Serviço de Cuidados Paliativos do A.C. Camargo Cancer Center.

A pesquisa também apontou que mais de 80% relataram que a dor afetou o desempenho no trabalho, muitas vezes levando à perda do emprego. Quando questionados sobre qual palavra descreveria melhor a convivência com esse sintoma os resultados foram: desânimo (40,4%), angústia (35,6%) e desespero (17,5%). Além disso, 52% entrevistados atribuem à persistência da dor o surgimento de outros problemas de saúde como depressão, ansiedade e aumento de doenças crônica e obesidade.

Quanto às alternativas de tratamento para dor crônica, a Organização Mundial de Saúde (OMS) indica o uso de opioides como opção para casos de dor moderada e forte[3], de acordo com as escalas de mensuração estabelecidas globalmente. Segundo organizações internacionais, o Brasil está entre os 10 países com menor prescrição no mundo: “A análise de consumo de opioides faz parte, inclusive, dos critérios de Índice de Desenvolvimento Humano e é preocupante ainda termos tantas barreiras para o tratamento adequado da dor no país. Enquanto levantamentos internacionais apontam que a taxa ideal seria de 192,9 mg ao ano por pessoa, no Brasil temos apenas 7,8mg ao ano – 25 vezes a menos[4]”, explica a médica.

Ainda de acordo com o levantamento, 54% dos pacientes com câncer que sofrem de dor crônica necessita do Sistema Único de Saúde (SUS) para seu tratamento. A especialista destaca que sociedade médica, pacientes e familiares aguardam parecer do Ministério da Saúde sobre a revisão do documento que padroniza o tratamento da dor crônica na rede pública – o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT). Entre fevereiro e março, foi realizada uma consulta pública que possibilitou o envio de sugestões para ampliar o acesso a diversos tipos de opioides, como a oxicodona, um medicamento da classe dos opioides com eficácia comprovada para o tratamento de dores decorrentes de doenças como câncer.

“Estamos esperançosos que com a união de esforços da sociedade médica, associações de pacientes e poder público a dor crônica possa ser cada vez mais discutida e que seu tratamento possa ser ampliado, de forma a proporcionar melhor qualidade de vida à milhares de pessoas que ainda sofrem com dor hoje no Brasil”, comenta.


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  • 29/06/2016

    Câncer bucal: como se manter longe das estatísticas cruéis?

    Estimativa para o Brasil é de que 15.490 novos casos de câncer de boca sejam descobertos entre 2016 e 20017, sendo 11.140 homens e 4.350 mulheres, com aproximadamente 5.400 casos de mortes. Este tipo de tumor ocupa hoje o 5° lugar em frequência entre os homens e representa 5% dos casos totais. Com base nisso, o que você está fazendo para se manter longe dessas estatísticas?

    Apesar do câncer de boca ser multifatorial (várias causas), existem algumas que são mais perigosas que outras. "O fumo, por exemplo, é um dos maiores fatores de risco para o desenvolvimento do câncer nessa região, principalmente quando associado ao etilismo crônico (uso de bebidas alcoólicas) que potencializa a agressão”, diz Fernanda Mota, Coordenadora do Serviço de Odontologia em Oncologia na Santa Casa de Misericórdia de Maceió.

    Mas o cigarro não é o culpado por todos os casos. Uma higiene oral deficiente, traumas crônicos de baixa intensidade, como por exemplo próteses mal adaptadas, exposição solar sem proteção, fatores nutricionais (carência de alguma vitamina), infecção da boca por vírus como o HPV e a predisposição genética também colaboram para o aparecimento do problema.

    Como percebê-lo 

    Segundo a especialista, qualquer lesão de boca que não cicatriza em 15 dias deve ser examinada por um dentista especializado no assunto. "Os sintomas são muitos, mas geralmente não há dor na fase inicial. Quando aparecem podemos ver úlceras, aumento de volume, dificuldade de deglutir e/ou de mexer a língua e aumento da região cervical (pescoço). Mas ao menor sinal de alterações de cor, textura e volume a ferida deve ser avaliada”, diz Fernanda.

    Já a sua localização varia muito. Se a causa foi a infecção pelo vírus HPV, a lesão pode ser encontrada geralmente na língua ou na orofaringe. Já pessoas que trabalham diariamente sob o sol e sem proteção são mais suscetíveis ao câncer no lábio inferior.

    "O fumo pode gerar o desenvolvimento do câncer no palato, orofaringe e língua. Se for um fumo de mascar, como é costume em algumas regiões do país, o problema pode se desenvolver na região entre os dentes e a bochecha”, diz a especialista.

    Diagnóstico precoce 

    Com os fatores de risco devidamente listados, basta evitá-los para tentar se manter longe das estatísticas cruéis relacionadas a ele. No entanto, o diagnostico precoce também ajuda no combate a esse câncer.

    "Quanto mais cedo for detectada a lesão e confirmado o diagnóstico de câncer, menos agressivo é o tratamento, melhor é a qualidade de vida e maiores são as chances de cura”, diz Fernanda.

    O tratamento para o câncer oral depende da fase em que ele é detectado, podendo ser cirúrgico (se for mais no início) ou precisar de quimioterapia e radioterapia.

    "A grande questão desse tipo de tratamento é a preparação do paciente para recebê-lo, pois os efeitos colaterais que eles causam são bem invasivos. A radioterapia, por exemplo, é bastante eficiente, porém agressiva aos tecidos sadios da região comprometendo, a depender da localização e dose, o fluxo salivar, a vascularização sanguínea nos ossos da face atingidos pela radiação, a musculatura e a articulação têmporo mandibular (ATM)”, diz a especialista.

    Fonte: Oncoguia e Terra

  • 10/05/2016

    Pesquisa aponta que 9 em cada 10 pacientes com câncer têm rotina afetada por dor crônica

    A pesquisa também revelou que pacientes com câncer exigem tratamento de alta complexidade e 50% a 70% deles sofrem com dor crônica. Um levantamento online recente, feito pelo Instituto Oncoguia em parceria com a farmacêutica Mundipharma, apontou que a dor crônica afetou a disposição de 89% dos pacientes oncológicos, fazendo com que eles passassem mais tempo em casa. O impacto dos problemas causados pela condição já é discutido por especialistas.

    “A dor é um sintoma extremamente comum em quadros de câncer, no entanto, isso não significa que faça parte do tratamento da doença, como mais da metade dos pacientes entrevistados (54,4%) acredita. A maioria não fala sobre dor com seu oncologista e sofre em silêncio desnecessariamente já que é possível investir no manejo da dor para alcançar uma melhora significativa da qualidade de vida. Por isso, é fundamental desconstruir mitos relacionados ao tema e buscar uma equipe multidisciplinar para que o paciente com dor crônica tenha apoio tanto medicamentoso quanto psicossocial”, ressalta a médica Sandra Caires, membro da Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED) e diretora titular do Departamento de Dor e Responsável pelo Serviço de Cuidados Paliativos do A.C. Camargo Cancer Center.

    A pesquisa também apontou que mais de 80% relataram que a dor afetou o desempenho no trabalho, muitas vezes levando à perda do emprego. Quando questionados sobre qual palavra descreveria melhor a convivência com esse sintoma os resultados foram: desânimo (40,4%), angústia (35,6%) e desespero (17,5%). Além disso, 52% entrevistados atribuem à persistência da dor o surgimento de outros problemas de saúde como depressão, ansiedade e aumento de doenças crônica e obesidade.

    Quanto às alternativas de tratamento para dor crônica, a Organização Mundial de Saúde (OMS) indica o uso de opioides como opção para casos de dor moderada e forte[3], de acordo com as escalas de mensuração estabelecidas globalmente. Segundo organizações internacionais, o Brasil está entre os 10 países com menor prescrição no mundo: “A análise de consumo de opioides faz parte, inclusive, dos critérios de Índice de Desenvolvimento Humano e é preocupante ainda termos tantas barreiras para o tratamento adequado da dor no país. Enquanto levantamentos internacionais apontam que a taxa ideal seria de 192,9 mg ao ano por pessoa, no Brasil temos apenas 7,8mg ao ano – 25 vezes a menos[4]”, explica a médica.

    Ainda de acordo com o levantamento, 54% dos pacientes com câncer que sofrem de dor crônica necessita do Sistema Único de Saúde (SUS) para seu tratamento. A especialista destaca que sociedade médica, pacientes e familiares aguardam parecer do Ministério da Saúde sobre a revisão do documento que padroniza o tratamento da dor crônica na rede pública – o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT). Entre fevereiro e março, foi realizada uma consulta pública que possibilitou o envio de sugestões para ampliar o acesso a diversos tipos de opioides, como a oxicodona, um medicamento da classe dos opioides com eficácia comprovada para o tratamento de dores decorrentes de doenças como câncer.

    “Estamos esperançosos que com a união de esforços da sociedade médica, associações de pacientes e poder público a dor crônica possa ser cada vez mais discutida e que seu tratamento possa ser ampliado, de forma a proporcionar melhor qualidade de vida à milhares de pessoas que ainda sofrem com dor hoje no Brasil”, comenta.

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14/11/2016

Novembro azul: quais exercícios fazer depois de tratar um câncer de próstata

Como todo especialista em Medicina do Esporte, procuramos também descobrir os problemas da próstata, cujo câncer e complicações clínicos consequentes são duas das principais causas da mortalidade nos homens. O objetivo deste artigo é esclarecer a ligação entre exercício físico e o risco de câncer de próstata, além de indicar quais exercícios fazer depois de um tratamento.  

Dezenas de pesquisas mostraram uma associação entre a prática regular de esporte ou exercício físico com uma sensível queda no risco de câncer de próstata. Mais da metade desses estudos relataram uma associação entre a diminuição do risco de câncer de próstata e os níveis elevados de atividade física. Essa redução foi, do ponto de vista estatístico, muito significativa, chegando a uma redução que variou de 10% a 30%. A capacidade de exercício para equilibrar os níveis de hormônios que evitam a obesidade, aumentar a função de defesa imunitária e reduzir a agressão de substâncias oxidantes têm sido considerada como um dos mecanismos que podem estar agindo como efeito protetor.

O exercício também pode ser benéfico em homens submetidos a tratamento para câncer de próstata com cirurgia, rádio e quimioterapia. Além disso, mais pesquisas testaram se os programas de exercício físicos e esportes reduziriam o risco de câncer do reto e de próstata, e confirmaram este benefício em reduzir a incidência dessas terríveis doenças. Mas atenção: esportes que produzem traumas crônicos na pelve masculina, como o ciclismo, têm incidência aumentada de seus problemas, o que torna necessários periódicos e detalhados exames da próstata.

Depois do tratamento? Em geral deve-se aguardar 12 meses para iniciar os exercícios físicos ou esportes, sem pressa e em programa supervisionado por profissional de educação física, depois de avaliação médica especializada. Deve-se procurar chegar a um estilo de vida saudável, ou seja, com bom condicionamento aeróbico, correção da possível incontinência urinária e disfunção eréctil, tudo para atingir a melhor qualidade de vida.  

Depois dessas fases, logicamente a recomendação é continuar indefinidamente a pratica de atividades físicas regulares ou mesmo esportivas, nas modalidade corridas ou natação. O ciclismo é esporte controverso e depende da palavra do urologista que acompanha o paciente tratado de um câncer ou da comum hipertrofia benigna da próstata. 

Note-se que o exercício físico e esporte sempre estão na linha de frente da prevenção e tratamentos do câncer, seja de reto, de mama ou de próstata

Fonte: Eu Atleta


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  • 23/08/2016

    O que você precisa saber sobre câncer de pulmão

    A pesquisa também revelou que pacientes com câncer exigem tratamento de alta complexidade e 50% a 70% deles sofrem com dor crônica. Um levantamento online recente, feito pelo Instituto Oncoguia em parceria com a farmacêutica Mundipharma, apontou que a dor crônica afetou a disposição de 89% dos pacientes oncológicos, fazendo com que eles passassem mais tempo em casa. O impacto dos problemas causados pela condição já é discutido por especialistas.

    “A dor é um sintoma extremamente comum em quadros de câncer, no entanto, isso não significa que faça parte do tratamento da doença, como mais da metade dos pacientes entrevistados (54,4%) acredita. A maioria não fala sobre dor com seu oncologista e sofre em silêncio desnecessariamente já que é possível investir no manejo da dor para alcançar uma melhora significativa da qualidade de vida. Por isso, é fundamental desconstruir mitos relacionados ao tema e buscar uma equipe multidisciplinar para que o paciente com dor crônica tenha apoio tanto medicamentoso quanto psicossocial”, ressalta a médica Sandra Caires, membro da Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED) e diretora titular do Departamento de Dor e Responsável pelo Serviço de Cuidados Paliativos do A.C. Camargo Cancer Center.

    A pesquisa também apontou que mais de 80% relataram que a dor afetou o desempenho no trabalho, muitas vezes levando à perda do emprego. Quando questionados sobre qual palavra descreveria melhor a convivência com esse sintoma os resultados foram: desânimo (40,4%), angústia (35,6%) e desespero (17,5%). Além disso, 52% entrevistados atribuem à persistência da dor o surgimento de outros problemas de saúde como depressão, ansiedade e aumento de doenças crônica e obesidade.

    Quanto às alternativas de tratamento para dor crônica, a Organização Mundial de Saúde (OMS) indica o uso de opioides como opção para casos de dor moderada e forte[3], de acordo com as escalas de mensuração estabelecidas globalmente. Segundo organizações internacionais, o Brasil está entre os 10 países com menor prescrição no mundo: “A análise de consumo de opioides faz parte, inclusive, dos critérios de Índice de Desenvolvimento Humano e é preocupante ainda termos tantas barreiras para o tratamento adequado da dor no país. Enquanto levantamentos internacionais apontam que a taxa ideal seria de 192,9 mg ao ano por pessoa, no Brasil temos apenas 7,8mg ao ano – 25 vezes a menos[4]”, explica a médica.

    Ainda de acordo com o levantamento, 54% dos pacientes com câncer que sofrem de dor crônica necessita do Sistema Único de Saúde (SUS) para seu tratamento. A especialista destaca que sociedade médica, pacientes e familiares aguardam parecer do Ministério da Saúde sobre a revisão do documento que padroniza o tratamento da dor crônica na rede pública – o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT). Entre fevereiro e março, foi realizada uma consulta pública que possibilitou o envio de sugestões para ampliar o acesso a diversos tipos de opioides, como a oxicodona, um medicamento da classe dos opioides com eficácia comprovada para o tratamento de dores decorrentes de doenças como câncer.

    “Estamos esperançosos que com a união de esforços da sociedade médica, associações de pacientes e poder público a dor crônica possa ser cada vez mais discutida e que seu tratamento possa ser ampliado, de forma a proporcionar melhor qualidade de vida à milhares de pessoas que ainda sofrem com dor hoje no Brasil”, comenta.

  • 14/11/2016

    Novembro azul: quais exercícios fazer depois de tratar um câncer de próstata

    A pesquisa também revelou que pacientes com câncer exigem tratamento de alta complexidade e 50% a 70% deles sofrem com dor crônica. Um levantamento online recente, feito pelo Instituto Oncoguia em parceria com a farmacêutica Mundipharma, apontou que a dor crônica afetou a disposição de 89% dos pacientes oncológicos, fazendo com que eles passassem mais tempo em casa. O impacto dos problemas causados pela condição já é discutido por especialistas.

    “A dor é um sintoma extremamente comum em quadros de câncer, no entanto, isso não significa que faça parte do tratamento da doença, como mais da metade dos pacientes entrevistados (54,4%) acredita. A maioria não fala sobre dor com seu oncologista e sofre em silêncio desnecessariamente já que é possível investir no manejo da dor para alcançar uma melhora significativa da qualidade de vida. Por isso, é fundamental desconstruir mitos relacionados ao tema e buscar uma equipe multidisciplinar para que o paciente com dor crônica tenha apoio tanto medicamentoso quanto psicossocial”, ressalta a médica Sandra Caires, membro da Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED) e diretora titular do Departamento de Dor e Responsável pelo Serviço de Cuidados Paliativos do A.C. Camargo Cancer Center.

    A pesquisa também apontou que mais de 80% relataram que a dor afetou o desempenho no trabalho, muitas vezes levando à perda do emprego. Quando questionados sobre qual palavra descreveria melhor a convivência com esse sintoma os resultados foram: desânimo (40,4%), angústia (35,6%) e desespero (17,5%). Além disso, 52% entrevistados atribuem à persistência da dor o surgimento de outros problemas de saúde como depressão, ansiedade e aumento de doenças crônica e obesidade.

    Quanto às alternativas de tratamento para dor crônica, a Organização Mundial de Saúde (OMS) indica o uso de opioides como opção para casos de dor moderada e forte[3], de acordo com as escalas de mensuração estabelecidas globalmente. Segundo organizações internacionais, o Brasil está entre os 10 países com menor prescrição no mundo: “A análise de consumo de opioides faz parte, inclusive, dos critérios de Índice de Desenvolvimento Humano e é preocupante ainda termos tantas barreiras para o tratamento adequado da dor no país. Enquanto levantamentos internacionais apontam que a taxa ideal seria de 192,9 mg ao ano por pessoa, no Brasil temos apenas 7,8mg ao ano – 25 vezes a menos[4]”, explica a médica.

    Ainda de acordo com o levantamento, 54% dos pacientes com câncer que sofrem de dor crônica necessita do Sistema Único de Saúde (SUS) para seu tratamento. A especialista destaca que sociedade médica, pacientes e familiares aguardam parecer do Ministério da Saúde sobre a revisão do documento que padroniza o tratamento da dor crônica na rede pública – o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT). Entre fevereiro e março, foi realizada uma consulta pública que possibilitou o envio de sugestões para ampliar o acesso a diversos tipos de opioides, como a oxicodona, um medicamento da classe dos opioides com eficácia comprovada para o tratamento de dores decorrentes de doenças como câncer.

    “Estamos esperançosos que com a união de esforços da sociedade médica, associações de pacientes e poder público a dor crônica possa ser cada vez mais discutida e que seu tratamento possa ser ampliado, de forma a proporcionar melhor qualidade de vida à milhares de pessoas que ainda sofrem com dor hoje no Brasil”, comenta.

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